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Todo objeto é arte?No último artigo vimos o que entendemos por arte e que a idéia de arte é na maioria da vezes de admiração.
Além disso nossa cultura privilegia algumas dessas atividades e as denominam solidamente.
Mas esses limites são também imprecisos (como vimos anteriomente) e a pergunta ainda se impõe: o que determina a qualificação de arte a um objeto?
Uma revista em quadrinhos, uma máscara de guerra, uma roda de bicicleta, um mictório ou uma Ferrari seriam objetos de arte?
Quem definir o que é ou não para?
Como já dito, uma das formas é o discurso artístico, que é dito pelo curador ou conservador do museu, pelo perito, pelo historiador da arte ou pelo crítico. São eles que denomina que esse e não aquele objeto é arte.
E essa denominação "...não utiliza uma definição abstrata, lógica ou teórica, do conceito, mas de atribuições feitas... Esses instrumentos não se limitam a traçar uma linha divisória separando os objetos... Ensinar-nos que tal obra tem mais interesse que outra, que tal livro ou filme é melhor que outro..." segundo Jorge Coli em O que é arte?
Mas apesar de criarem uma hieraquia de objetos isto não que dizer que tais objetos sejam mais arte que outros.
Foi isso que Duchamp, quando passou a incorporar material de uso comum nas suas esculturas. Caso de a "Fonte", de 1917. Apresentada no Salão da Sociedade Novaiorquina de artistas independentes, constitui-se a partir de um urinol invertido. Ele próprio diz: "são os olhadores que fazem um quadro" qualquer objeto aceito como arte, torna-se artístico.
Somos nós que afirmamos o "em si" da arte, aquilo que nos objetos é para nós, arte.
Ernst Gombrich, historiador de arte, afirmou categoricamente que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas.
Artigos
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Esse artigo é a segunda parte da série: Body art: arte ou falta de juízo?
E tem o modesto objetivo de ser um convite a reflexão.
No próximo Sábado: O que é o belo? Continue a leitura>>



